19 maio, 2013

De olhos bem fechados: storytelling imersivo em áudio 3D

Artigo originalmente publicado em 03/01/2013 no blog da Escola de Criação ESPM.


Apesar do argumento frequentemente utilizado de que os humanos são antes de tudo seres visuais, o sentido da audição não deve ser subestimado, especialmente na criação de narrativas. Usando apenas a audição é possível estimar distâncias, saber de qual direção vem um determinado barulho e perceber quando alguém está se aproximando.

Quem frequenta salas de cinema com sistema de som dolby ou possui um home theater sabe o quanto a experiência sonora de um filme pode ser decisiva na sua apreciação. Entretanto existe uma técnica que, apesar de não ser nova, pode deixar esta experiência ainda mais surpreendente e realista. Com a técnica de gravação conhecida como binaural (binaural recording) que possibilita que fones de ouvidos comuns reproduzam efeitos 3D semelhantes aos sistemas de som 5.1, é possível criar uma experiência auditiva incrivelmente imersiva, emulando a forma como o som deveria ser ouvido na vida real (mais detalhes aqui). Atualmente usada em alguns games, atécnica ainda não é comum na indústria cinematográfica, onde o hype nos últimos anos concentrou-se mais na imagem em 3D. Para que o público experiencie o áudio binaural é preciso que a sala de exibição possua cadeiras adaptadas para fones de ouvido, o que dificulta a sua popularização.

Por outro lado, por que não usar a técnica para vídeos online, webséries e filmes para exibição a bordo de aeronaves? Apesar de não ser especialista em áudio, como publicitária não consigo deixar de enxergar aí uma tremenda oportunidade de marketing. Produtos que nos remetem a sons que ativam outros sentidos – como o de uma cerveja gelada sendo aberta,pipoca estourando ou biscoitos fresquinhos e crocantes – poderiam se aproveitar desta tecnologia para desenvolver vídeos online que proporcionassem um storytelling imersivo e sensorial. Ou até mesmo para trazer à memória experiências negativas que o consumidor deseja evitar: o zumbido de um mosquito no seu ouvido que leva você a comprar a marca x de inseticida, ou quem sabe o barulho da broca do dentista que faz você comprar aquela pasta de dente com extra flúor?

Abaixo alguns exemplos do que vem sendo feito. Você vai precisar de conhecimento básico da língua inglesa e fones de ouvido comuns - além de, em alguns casos, nervos de aço:

   - Entre os mais populares (e simples) estão Virtual Barber Shop e os sons de mosca e outros insetos da Pimp Your Brain. 

   - Menos conhecido, The Screwdriver Effect, da banda MindFlow, simulaum psicopata com uma furadeira “conversando” com a vítima (vetado para os deestômago fraco).

   - Já The Interrogation Chamber, criado por estudantes de Media Technology na Suécia, tem produção mais sofisticada, colocando você na pele de alguém sendo interrogado por vilões que mais parecem saídos de um filme do Austin Powers (incluindo “Bruno, o torturador russo”). A frase “Bruno does not run away from police, police runs away from Bruno” prova que a narrativa foi criada mais para divertir do que para assustar. Divertido é também assistir aos reaction videos.

   - Em 2011 a HBO usou a técnica como parte de sua campanha de lançamento para Game of Thrones, possibilitando que fãs “caminhassem” por entre as mesas de uma taverna em Westeros e escutassem as conversas entre os personagens.

   - Para promover o filme “A Última Casa Da Rua” a Relativity Media lançou um aplicativo gratuito para iPad chamado Escape The House: A 3D Sound Experience, onde os fãs podem “viver” a experiência da protagonista fugindo do assassino na escuridão (enquanto ouve seus próprios batimentos cardíacos).

   - O game BlindSide simula a experiência de ficar cego justamente quando há um monstro atacando sua cidade. (que azar, não?) Sem visão, você precisa se orientar através dos sons a sua volta. Bem mais complicado do que parece.





-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Interessado em marketing de experiência, narrativas imersivas, e transmedia storytelling? Então dá uma conferida no curso STORYTELLING E TRANSMÍDIA PARA MARCAS da Escola de Criação ESPM-Sul. Começa dia 25 de maio de 2013 em Porto Alegre. Não perca esta oportunidade.


18 maio, 2013

Storytelling e o universo da marca

O que o filme A Bruxa de Blair, a série Game of Thrones e os automóveis da Audi têm em comum? O talento de Mike Monello, da agência Campfire, por trás de suas campanhas.

No final dos anos 90, junto com Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, ele ajudou a criar um universo paralelo que gerou tamanho envolvimento com o público que fez de A Bruxa de Blair um dos 100 filmes de maior faturamento de todos os tempos. O que estes jovens fizeram na época, bem antes do surgimento das redes sociais, foi nada menos do que experimentar com a linguagem transmídia, criando extensões de narrativa em diversas plataformas (cinema, website, especial para a TV, livro e game) que instigaram a curiosidade do público e permitiram a imersão no universo da história. Leia abaixo o artigo onde ele aborda tópicos como: transmídia storytelling e os fãs da marca.

O suposto "desaparecimento" dos três documentaristas
Por Mike Monello


"Em 1998 me juntei a quatro amigos em Orlando para produzir o que iniciou como um filme independente e terminou como A Bruxa de Blair. Dar vida à lenda da bruxa através de várias mídias foi a mais incrível e inusitada experiência de storytelling da minha vida. Havia uma constante carga de adrenalina em contar uma história online e em tempo real para uma audiência que só crescia. Nós conseguimos criar, antes do Facebook, Twitter e YouTube, uma conexão profundamente significativa com os fãs antes mesmo do filme estar finalizado.

Game of Thrones e a exótica culinária imaginada de Westeros
Nós influenciamos o comportamento dos fãs de uma forma bem mais valiosa do que simplesmente clicar em um botão de "compartilhar": eles pressionaram tanto os gerentes de cinemas locais que acabaram elevando o filme da categoria "pequeno lançamento independente" para "sucesso mainstream do verão", exibido em 2.500 salas. A experiência de fazer e promover A Bruxa de Blair abriu meus olhos para o poder - e as possibilidades - do storytelling em um mundo conectado.

Agora avance 13 anos. A crescente hiperconectividade deu visibilidade a comportamentos antes ofuscados pela comunicação de massa. Testemunhamos a emergência das redes sociais e memes, a democratização da notícia, o crescimento do influenciador online, da tecnologia móvel, do cloud computing e do
tecnólogo criativo.

Mas hiperconectividade não se refere só a tecnologia, canais de mídia e redes. Na sua essência, ela tem a ver com o poder da propaganda boca-a-boca e sobre os novos usos de uma das tradições mais antigas: o storytelling. Nos áureos tempos do comercial de 30 segundos, publicitários usavam histórias para educar e converter um público que era cativo e atento. Hoje a hiperconectividade nos levou à fragmentação, e a audiência recebe informações quando e onde quer, em múltiplas telas, em 140 caracteres e em incontáveis newsfeeds.

Isto é incômodo para marketeiros acostumados a contar brand stories cuidadosamente controladas. Para tirar vantagem destas transformações, o primeiro passo é criar um universo robusto dentro do qual a história da marca pode se desdobrar de forma autêntica, independente da direção que tomar ou de quem irá determiná-la.

Em uma campanha de marketing, isto significa criar experiências múltiplas para os consumidores, usando inúmeros canais, tanto online como offline. Dar às pessoas matéria-prima para que juntem os pedaços da história na sua própria mente, do seu próprio jeito e nas suas próprias palavras. Esta abordagem inspira brand stories compartilháveis, na linguagem personalizada de cada consumidor.


Também representa uma ousada porém gratificante mudança no controle da voz da marca: do marketeiro para o consumidor. Os anúncios impressos e comerciais de 30 segundos contavam histórias a uma audiência passiva. Mas o marketing baseado na experiência dá às pessoas uma história para compartilhar.

O resultado: o universo da marca passa a viver dentro da mente do consumidor. Construir este universo da marca vai além de mensagens cuidadosamente elaboradas com base em um manual de marketing. É preciso criar regras para este universo, canais de comunicação adequados e experiências que permitam que a história tome forma organicamente. Mas a campanha deve levar em conta que os consumidores não precisam -e não irão- participar de cada uma das experiências.
The Art of the Heist: o Alternate Reality Game da Audi
Como funciona na prática? Para assegurar que a primeira temporada de Game of Thrones fosse um sucesso, a Campfire evocou o universo da série de TV antes dela existir. Criamos experiências sensoriais que convidavam a ver, ouvir, tocar, cheirar e provar o mundo de Westeros. A campanha começou com o envio de caixas aromáticas especialmente desenhadas a influenciadores online, e culminou com um food truck (coordenado pelo chef Tom Colicchio) nas ruas de Nova Iorque e Los Angeles. Nós demos vida à série na mente dos consumidores (inicialmente apenas curiosos e posteriormente evangelistas), fazendo de Game of Thrones uma das mais antecipadas e bem sucedidas séries de 2011.

Curiosidade é uma ferramenta extremamente eficiente para influenciar o comportamento do consumidor. Seja rastreando um carro "roubado" do New York Auto Show (campanha The Art of the Heist da Audi), ou decifrando cartas escritas em línguas mortas (campanha de lançamento de True Blood), a curiosidade motiva os consumidores a viver experiências que formam o universo da marca, e dá motivos para que compartilhem suas descobertas com seguidores.

Este tipo de campanha é altamente imersiva, e permite diferentes níveis de engajamento com diferentes tipos de consumidores, do meramente curioso ao mais fanático. Esta abordagem exige um conhecimento profundo das subculturas de fãs. Embora o Facebook tenha popularizado a palavra "fã", se realmente compreendermos a cultura dos fãs poderemos converter observadores casuais em consumidores engajados e ansiosos por explorar o universo da marca. E não simplesmente pessoas que clicaram no botão "Curtir".


O "site de encontros" entre humanos e vampiros
Na Campfire nós imergimos nas subculturas de fãs para identificar os divers, dippers e skimmers. Os divers são um nicho que vive e respira o universo da marca, os dippers interagem casualmente com ela e os skimmers ficam mais na superfície. É preciso atingir cada um dos grupos separadamente e satisfazer suas necessidades. Graças a um mundo hiperconectado, um grupo influencia o outro, e é compreendendo este ecossistema que se tem os insights necessários para expandir o alcance da marca. Engajando primeiramente os divers, é possível gerar buzz suficiente para gerar um efeito cascata, que influencia então os dippers e finalmente os skimmers e o mainstream.

Independente do seu nível de envolvimento, quando consumidores visualizam o universo que resulta destas inúmeras experiências via múltiplas plataformas, eles desenvolvem um senso de propriedade da marca. A conexão com a marca é personalizada, e o laço emocional é duradouro.
Storytelling hiperconectado não é fácil, mas é uma ferramenta crucial do marketing atual. A verdadeira moeda das mídias sociais são histórias. Surpreenda e envolva as pessoas no universo de sua marca, e elas vão lhe ajudar a espalhar sua história."

(Texto traduzido por Sheron Neves)

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Interessado na relação entre marcas, fãs e narrativa transmídia? Então dá uma conferida no curso STORYTELLING E TRANSMÍDIA PARA MARCAS da Escola de Criação ESPM-Sul. Começa dia 25 de maio de 2013 em Porto Alegre. Não perca esta oportunidade.

16 maio, 2013

Casais "traem" quando o assunto é Netflix


"Adultério" é a nova e genial campanha do Netflix, baseada em uma recente pesquisa que defende que 12% dos casais nos Estados Unidos "traem" seus parceiros assistindo secretamente a episódios de séries que haviam combinado de ver juntos. 

A pesquisa, que chegou a ser notícia até mesmo no telejornal da NBC (e recebeu o título de "Netflix cheaters"), foi conduzida pela Harris InteractiveVeja abaixo o infográfico que resume os principais achados da pesquisa, e dá detalhes bem curiosos do tipo: 5% da "traição" ocorre no banheiro, enquanto 21% acontece na própria cama enquanto o parceiro dorme...






















A campanha reforça o alto grau de autonomia desfrutado pela nova audiência, que pode assistir ao que quer, onde quer e quando quer - mesmo que tenha que mentir depois. Confira o divertido vídeo:




-----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Interessado em storytelling, conteúdo de marca e marketing digital? Então saiba mais sobre o curso STORYTELLING E TRANSMÍDIA PARA MARCAS da Escola de Criação ESPM-Sul. Início dia 25 de maio. Garanta sua vaga agora.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Conteúdo de marca: Chanel lança filme de 18 min



Mais um belo exemplo de branded content. Para comemorar o 100º aniversário de sua primeira loja na França, Chanel lança filme de 18 minutos protagonizado por Keira Knightley (que faz o papel de Coco Chanel). Assista abaixo:





-----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Interessado em storytelling, conteúdo de marca e marketing digital? Então descubra mais sobre o curso STORYTELLING E TRANSMÍDIA PARA MARCAS da Escola de Criação ESPM-Sul. Início dia 25 de maio. Garanta já a sua vaga.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Vine: storytelling em 6 segundos

Originalmente publicado no blog da Escola de Criação ESPM-Sul.



Depois de nos ensinar a conversar em 140 caracteres, agora o Twitter quer provar que 6 segundos são suficientes para contar uma história em vídeo. Com o aplicativo Vine, lançado no início deste ano, usuários podem gravar e postar vídeos de até 6 segundos de duração.

Não demorou para as marcas começarem a experimentar com a ferramenta, de revistas de moda a automóveis, de destilados a sabonetes. Nesta fase inicial, a grande vantagem é que ainda não existe certo e errado, pois todos ainda estão aprendendo a se relacionar com o formato “menos é mais”. Além disso, o Vine, assim como o Twitter, é democrático. Não interessa se você é apenas um simples mortal ou uma celebridade, uma mega marca ou uma micro empresa: ali todos têm o mesmo espaço.

E se todos têm o mesmo espaço, então o que irá diferenciá-lo no final será sua mensagem, seu conteúdo, a história que você tem para contar. Ela precisa ser memorável e criativa. Seja você uma marca ou um cineasta, um jornalista ou um chef de cozinha.

No Brasil, o Guaraná Antarctica foi uma das primeiras marcas a usar o Vine. Na Espanha, Toyota. No Reino Unido, Cadbury e Bacardi. Nos EUA, Dove, Calvin Klein e Malibu Rum vêm se destacando. A rede Urban Outfitters recentemente realizou em conjunto com a Converse o concurso A day in the life of your Converse sneakers”. O hotel Cavendish London premiou em fevereiro o vine mais romântico. E o fato do ilustre Tribeca Film Festival deste ano ter também premiado os melhores vines (escolhidos por ninguém menos do que Penny Marshall e Adam Goldberg) comprova o potencial da ferramenta, que traz uma linguagem visual própria e incontáveis possibilidades narrativas.













O aplicativo é gratuito e pode ser baixado na App Store (por enquanto disponível somente para sistema operacional iOS). Fonte do infográficoIstoéDinheiro.


-----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Interessado em storytelling, conteúdo de marca e marketing digital? Então saiba mais sobre o curso STORYTELLING E TRANSMÍDIA PARA MARCAS da Escola de Criação ESPM-Sul. Início dia 25 de maio. Garanta sua vaga agora.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

10 maio, 2013

Em maio na ESPM Sul: Curso Storytelling e Transmídia para Marcas



“Transmídia não é um substantivo. É um adjetivo, que descreve uma forma específica de contar histórias de uma forma envolvente, imersiva e participativa. Quem acha que seu storytelling é transmídia só porque o conteúdo está espalhado em várias mídias está redondamente enganado. Algumas marcas sabem fazer isto de forma notável, mas a maioria ainda tem muito a aprender.”    
(Ivan Askwith, da Disney/LucasFilms, no RioContentMarket 2013)


Storytelling e Transmídia para Marcas é um curso de extensão inovador que já está na sua 2a edição. Cases de sucesso da Nestlé, Disney, Orange, Intel, Toshiba e Audi confirmam que tanto o storytelling transmidiático como o branded content e o marketing de experiência podem transformar para sempre como as marcas se comunicam e interagem com o público. Envolver estes novos consumidores, que consomem conteúdo via múltiplas telas e possuem um nível de atenção cada vez mais baixo, é um desafio cada vez maior. Se sua comunicação souber envolvê-los e convidá-los a participar, é possível sustentar uma profundidade de experiência que fortalece os laços e promove uma maior fidelidade à marca.

Quem ministra? O curso tem um time multidisciplinar de professores, tanto daqui como de fora do estado, com experiência no mercado nacional e internacional.

Para quem é indicado? Profissionais e estudantes que atuam nas áreas de comunicação, marketing, publicidade e propaganda, branding, mídias sociais, assessoria de imprensa, veículos de comunicação, produtoras de vídeo e de conteúdo digital (alunos e ex-alunos da ESPM e Escola de Criação têm 10% de desconto, sócios da ARP têm 12%).

Quando acontece? 25/maio a 20/julho 2013 (aos sábados). Total 45 horas/aula.

Onde acontece? Escola de Criação/ESPM-Sul, Porto Alegre.

Onde obtenho mais informações? http://tinyurl.com/cosjc3l

Onde posso ler artigos sobre o tema? http://tinyurl.com/c49addq

Assista abaixo ao vídeo de apresentação do curso:


08 maio, 2013

E se Saul Bass criasse as aberturas de Lost e Mad Men?

Em homenagem a Saul Bass - que faria 93 anos hoje - aqui vai um post originalmente publicado em 2011.


O célebre designer gráfico, além de criar a identidade visual de marcas internacionais como AT&T, Minolta e Warner, ficou conhecido pelas suas aberturas de filmes. Seus trabalhos para grandes cineastas como Hitchcock, Preminger, Kubrick e Scorsese são considerados absolutos clássicos. Um dos seus trabalhos mais conhecidos são os créditos iniciais do filme The Man with the Golden ArmDe fato as latas do filme de Preminger ao serem entregues nos cinemas em 1955, traziam em anexo um bilhete para os projecionistas: “FAVOR ABRIR AS CORTINAS ANTES DA ABERTURA DO FILME”. É que até então era muito comum que as cortinas só fossem abertas após os créditos iniciais, que eram considerados muitas vezes entediantes para a audiência. Mas Preminger considerava os gráficos desenvolvidos por Bass parte integrante da obra. Sua influência pode ser vista até hoje no cinema, na TV e na publicidade. 

Entre as homenagens não-oficiais estão as aberturas de The Hour (da BBC) e Mad Men, e as criadas por fãs de Lost e Mad Men (assista aos vídeos abaixo).

Lost Saul Bass style:



Mad Men Saul Bass style:



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...